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Grupo de pesquisa do Campus JF desenvolve novas tecnologias na área de saúde

publicado: 22/07/2020 14h20, última modificação: 29/07/2020 11h06
O grupo surgiu há cerca de três anos seguindo o caminho do avanço das novas tecnologias na área da saúde. Durante o isolamento social, as atividades continuam normalmente, com reuniões feitas por videoconferência.

Reunião do grupo no Campus JF. Foto: GP TAS
O Grupo de Pesquisa em Tecnologias Aplicadas à Saúde (GP TAS) reúne um conjunto interdisciplinar de profissionais e estudantes das áreas tecnológica e de saúde,atuando no desenvolvimento de instrumentos e técnicas que auxiliem pessoas portadoras das mais diferentes doenças na melhora de suas funções, sejam elas sensório-motoras, cardiorrespiratórias ou cognitivas. Além dos professores do Campus Juiz de Fora, es estudos contam com a parceria da Faculdade de Fisioterapia da Universidade Federal de Juiz de Fora.

Os projetos envolvem diversas áreas do saber tais como inteligência artificial, robótica, automação, controle, desenho mecânico, processamento de sinais, data science, anatomia, fisiologia, estruturas cerebrais, dentre outras. Segundo a professora e líder do grupo de pesquisa Silvana Terezinha Faceroli, do Núcleo de Informática, desta forma, os alunos têm a oportunidade de se desenvolverem de forma ampla, aplicando técnicas diversas e modernas em seus projetos. 

O grupo surgiu há cerca de três anos, seguindo o caminho do avanço das novas tecnologias na área da saúde, principalmente utilizando inteligência artificial e internet das coisas (IoT). O contato inicial foi mediado entre as professoras Silvana e Sara Del Vecchio, do Núcleo de Mecânica, com a coordenadora do Programa de Pós-graduação da Faculdade de Fisioterapia da Ufjf, Paula Silva de Carvalho Chagas, juntamente com o professor Marco Cavalcanti Garcia.

Del Vecchio explica como surgiu esse contato. "Foi a partir de um aluno de Engenharia Mecatrônica que tinha o interesse de desenvolver um trabalho de conclusão de curso voltado para a reabilitação de crianças com paralisia cerebral. Felizmente, encontramos um grupo de professores que desenvolvem pesquisas na área de engenharia biomédica. Como as áreas de engenharia e saúde têm fácil diálogo, os saberes se complementam, onde cada área contribui com as lacunas de conhecimento da outra".

Os membros do grupo de pesquisa estão trabalhando em pesquisas de tecnologias de baixo custo, como, por exemplo, um estimulador elétrico funcional portátil para o auxílio na marcha de crianças e adolescentes com paralisa cerebral. Para o professor Marco Cavalcanti, da UFJF, isto atende a um dos princípios do grupo, que é desenvolvimento de tecnologias acessíveis e que possam ter um resultado aplicado imediato. “Tendo em vista que nós, brasileiros, ainda somos bastante dependentes tecnologicamente,  muito dos recursos utilizados pela fisioterapia são de custo muito elevado, principalmente agora com o dólar acima dos R$ 5,00. Com as pesquisas,  poderemos contar com um produto totalmente nacional que nos oferece uma série de vantagens”.

A professora Sara complementa. O grupo proporciona a oportunidade da criação de técnicas/dispositivos nacionais, para auxílio ao diagnóstico e tratamento/reabilitação de patologias,  a um custo compatível com a realidade econômica do Brasil". 

 

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