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Setembro Verde: entenda a celebração e reflita sobre o que VOCÊ pode fazer pela inclusão

Mês da primavera é dedicado à celebração da luta de pessoas com deficiência e à conscientização da distrofia muscular de Duchenne.
publicado: 14/09/2021 15h27, última modificação: 21/09/2021 07h40

Já imaginou conviver com uma doença degenerativa SEM CURA? Ou possuir uma disfunção capaz de comprometer seu convívio social e o usufruto de seus direitos? Pois esta é a condição de quase 25% da população brasileira - mais de 45 milhões de pessoas - que, segundo o IBGEeduca, possuem algum tipo de deficiência: física, mental, visual, sensorial, auditiva ou múltipla. 

Estas pessoas podem não fazer parte da sua vida diretamente, mas dependem também da SUA ATITUDE para usufruírem de educação, saúde, emprego, mobilidade e bem-estar. Elas precisam ser lembradas e respeitadas em cada ação do governo e da sociedade, não somente em novas iniciativas, mas na promoção de mudanças que corrijam situações onde elas não são incluídas.

Neste contexto, setembro é um mês especial, marcado por muitas datas comemorativas dentro do calendário inclusivo. É o mês da Conscientização da Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) e da Luta das Pessoas com Deficiência, ou seja, um período destinado a intensificar forças na conscientização e mobilização rumo a uma sociedade mais justa e inclusiva. Confira as datas referentes ao Setembro Verde:

  • 07/09 - dia nacional da conscientização da distrofia muscular de Duchenne
  • 17/09 - dia internacional da prevenção e da conscientização da distrofia muscular
  • 21/09 - dia nacional de luta das pessoas com deficiência


Mas “verde” tem a ver com inclusão?

O verde simboliza esperança, mas isso não é nenhuma novidade. Para além desta conotação, a cor foi escolhida como representante das comemorações acima em referência ao Dia da Árvore (21). Ao mesmo tempo, setembro é o mês de início da primavera, ou seja, momento de florescimento e de renovação. “Da mesma forma, pessoas com deficiência são motivadas a lutarem pela construção de uma sociedade inclusiva, onde podem viver de forma igualitária e sem preconceitos”, explica a diretora de Apoio ao Discente, Aurora Maria Baptista da Silva.

Ademais, os progressos alcançados até então, em prol de pessoas com deficiência, precisam ser comemorados: “É importante celebrarmos as conquistas que ocorreram através das lutas destas pessoas que representam uma minoria oprimida, já que por muitos anos viveram à margem da nossa sociedade como se fossem seres incapazes e desprovidos dos mesmos direitos que os demais seres humanos”, resgata a diretora. 

Apesar dos avanços, ela pondera que ainda há muitas mudanças e aprimoramentos a serem realizados no que se refere à inclusão das pessoas com deficiência: “incluir, é mais do que promover o acesso, é dar condições de permanência e êxito”.

Distrofia Muscular de Duchenne (DMD): uma inclusão necessária

A distrofia muscular de Duchenne é uma doença  hereditária progressiva (que tende a se agravar com o passar do tempo) e afeta aproximadamente 1 em cada 3.500 meninos nascidos vivos. Acomete majoritariamente indivíduos do sexo masculino e as manifestações clínicas normalmente começam na infância, com enfraquecimento muscular gradual. Enquanto a doença progride, surge insuficiência respiratória com dificuldade na ventilação e falta de força para tossir, levando a infecções respiratórias de repetição que, na maioria dos casos, levam a óbito. Apesar do avanço no conhecimento sobre genética na DMD, esta doença ainda não possui cura, mas o tratamento adequado pode reduzir as incapacidades, prevenir complicações, prolongar a mobilidade e melhorar a qualidade de vida. 

O dia 17 de setembro foi escolhido como o “Dia  Internacional da Prevenção e da Conscientização da Distrofia Muscular por ser a data de aniversário do francês Guillaume Duchenne (1806-1875), um dos primeiros médicos do século XIX a interessar-se em descrever e classificar a distrofia muscular. Foi ele também que desenvolveu os primeiros exames para o diagnóstico da doença, um avanço de extrema importância considerando-se as mais de 30 variações que a DMD pode apresentar. 

O que você pode fazer pelas pessoas distróficas? 

A finalidade da data comemorativa é favorecer a prevenção e conscientização sobre o tema. Apenas lendo esta matéria, você já está ajudando a diminuir a desinformação e o desconhecimento destes tipos de enfermidades e pode ajudar a conscientizar o poder público e a sociedade civil da necessidade de alcançar mais recursos para serem destinadas a investigação e pesquisa. Assim, aumentam as chances de serem encontrados tratamentos mais efetivos para estas patologias. Os distróficos também lutam por tratamentos mais adequados, acesso a equipamentos e para que sejam respeitados os direitos das pessoas com doenças neuromusculares.

O que o IF Sudeste MG realiza em prol da inclusão

 “Incluir é mais do que promover o acesso. É dar condições de permanência e êxito”

O IF Sudeste MG possui um Fórum de Ações Inclusivas que se reúne mensalmente com os membros dos Núcleos de Ações Inclusivas dos campi e servidores responsáveis pelas ações de inclusão nos campi avançados, juntamente com a Coordenação de Ações Inclusivas e com a Diretoria de Apoio ao discente  (Dirad) da Reitoria. Os encontros destinam-se a discutir, planejar e implementar juntos as ações de inclusão no âmbito do IF sudeste MG, considerando também a política de ações inclusivas. 

Algumas das ações que estes setores lideram são: eventos online para capacitação e formação continuada dos servidores do IF sudeste MG a respeito de temas relevantes e pertinentes às necessidades dos discentes e condução de um processo licitatório para contratação de tradutores intérpretes de Libras. Atualmente, há também uma comissão que está trabalhando na construção do Plano de Acessibilidade Institucional. Estão sendo construídos, ainda, outros documentos que visam estabelecer os procedimentos pertinentes às novas ações que são necessárias ao aprimoramento constante do processo de inclusão e que tratarão de promover acessibilidade pedagógica, comunicacional, informacional, digital, arquitetônica e atitudinal.

Como ação afirmativa própria, o IF passou a ofertar, por regra, uma vaga do grupo de ampla concorrência para candidatos com deficiência, em todos os cursos, a cada processo seletivo, além das vagas garantidas por lei. 

O que o servidor pode fazer pela inclusão?

O IF Sudeste MG busca a valorização da diversidade. Assim, para Aurora, os servidores devem adotar uma postura sempre aberta para conviver com a diferença, demonstrando constante empatia às pessoas com deficiência durante sua atuação. E podem contribuir no processo de sensibilização da comunidade, sempre que possível ou necessário. “Por fim, servidores podem auxiliar através da busca por capacitação, para que possamos garantir a este público uma escola pública, gratuita e de qualidade, acolhendo a todos como seres únicos que são e que merecem usufruir de todo nosso respeito e de um atendimento de excelência dentro de nossa instituição”.