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Pesquisadores buscam aumentar durabilidade de máscaras faciais

Trabalho é desenvolvido pelo Laboratório de Técnicas em Biologia do Campus Juiz de Fora em parceria com UFJF.
publicado: 11/11/2020 09h01, última modificação: 11/11/2020 15h32

A pandemia fez com que uma “nova vestimenta” fosse incorporada em nosso cotidiano: a máscara facial. Sua correta higienização é fundamental para evitar a contaminação com possíveis vírus e bactérias e deve ser trocada a cada duas horas de utilização. Essa durabilidade é o foco de uma pesquisa desenvolvida pelo Laboratório de Técnicas em Biologia do Campus Juiz de Fora, em parceria com UFJF.

Os estudos buscam, também, diminuir a possibilidade de contaminação por vírus e bactérias que causam doenças em humanos ao manipulá-las sem a correta retirada ou desinfecção. Com esses objetivos, máscaras produzidas com tecidos de algodão e material cirúrgicas estão sendo impregnadas com nanomateriais à base de carbono (óxido de grafeno) e com nanofios de prata. Estes tipos de materiais têm atividade antimicrobiana descrita na literatura e não teriam problemas em ser utilizados em contato direto com o corpo.

O professor  Alessandro Del’Duca, do Núcleo de Biologia, explica que no Campus JF é feito o acompanhamento da possível inibição que estes materiais podem fazer no crescimento das bactérias nas placas de Petri. Posteriormente, os diferentes tecidos com a adição das bactérias seguem para o Laboratório de Ecologia e Biologia Molecular de Microrganismos (LEBIOMM) da UFJF para ser realizada a contagem desses microorganismos. “A partir destas avaliações e comparando com tecidos sem as impregnações dos nanomateriais e nanofios, o que chamamos de tecidos controle, podemos verificar se esta proposta é eficiente.”

Os dados preliminares têm mostrado uma boa eficiência dos tecidos com os tratamentos de nanomateriais em conseguir controlar o crescimento das bactérias causadoras de doenças. Uma outra novidade é a forma que estes materiais têm sido impregnados com e nanomateriais. Ainda de acordo com Del’Duca, comprovando-se a real eficiência desta tecnologia em mais estudos, podem ser utilizados em outras vestimentas como roupas para profissionais da saúde, por exemplo. “Além disso, uma ideia semelhante poderia ser utilizada também nos filtros de ar condicionado com o mesmo intuito de diminuir a quantidade de possíveis contaminantes”.

A parceria entre o Laboratório de Técnicas de Biologia e o LEBIOMM existe há 10 anos em vários projetos que foram e são executados dentro da área de ecologia microbiana em diferentes tipos de análises como em ambientes aquáticos, terrestres e de produção de animais, por exemplo. Agora, conta com outras parcerias na UFJF, como o Grupo de Nanociências e Nanotecnologia e o Laboratório de Virologia do Centro de Estudos de Microbiologia. Alessandro revela que estão inicialmente trabalhando para esta avaliação das máscaras, entretanto, os bons frutos e a multidisciplinaridade do grupo formado têm vislumbrado outras ideias e propostas para serem executadas.

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