Você está aqui: Página Inicial > Notícias > Juiz de Fora > Soluções encontradas pelo setor de eventos minimizam impactos da pandemia
conteúdo

Destaque

Soluções encontradas pelo setor de eventos minimizam impactos da pandemia

publicado: 20/07/2021 09h46, última modificação: 20/07/2021 11h28
A necessidade do isolamento social fez deste setor o mais afetado no último ano. A professora Gheysa Gama, do curso técnico em Eventos do Campus Juiz de Fora, analisa este contexto.

Com o isolamento social como principal estratégia de combate à propagação do coronavírus, o setor de eventos foi diretamente impactado e teve que se reinventar para sobreviver. Algumas das soluções encontradas neste momento, porém, acabaram mostrando-se eficientes e com potencial de serem empregadas mesmo após o retorno às atividades presenciais. Com as possibilidades que a tecnologia já nos proporciona, ambientes virtuais e redes sociais tiveram protagonismo e contribuíram para que muitos negócios pudessem continuar funcionando.

A necessidade do isolamento deu uma nova dimensão à conexão e à interação por meios digitais. Assim como muitas pessoas tiveram que usar novos aparelhos ou plataformas, os negócios também tiveram que encontrar formas de migrar suas atividades para condições remotas. Para a professora Gheysa Gama, do curso técnico em Eventos do Campus Juiz de Fora, os negócios que conseguiram promover a reunião e encontro de pessoas sem contato físico foram os mais bem sucedidos nesse momento inicial. “Foi o que pudemos observar com o caso das lives, eventos acadêmicos ou científicos e feiras online, que tornaram-se muito populares no último ano”, coloca. 

Ela ressalta, entretanto, que os impactos foram diferentes de acordo com o tipo de evento. “As modalidades citadas tiveram certa facilidade em serem transpostas para ambientes virtuais pela própria característica de sua organização, que ajudou no processo. O mesmo não pode ser dito de eventos do tipo social, que tiveram que ser adiados ou cancelados.” 

Mas mesmo esses negócios conseguiram inovar. Buffets e organizadores de festas lançaram soluções que eram entregues diretamente na casa dos clientes. As chamadas “festas na caixa” refletem uma tendência de personalizar a experiência que se teria num ambiente coletivo para o consumo individual. Assim, o que antes funcionava como prestação de serviços, tornou-se,  neste momento de pandemia, um produto presenteável que mantém os protocolos de segurança e permite que essas empresas tenham alguma linha de trabalho possível. 

Sobre este contexto, Gheysa acrescenta que o curso técnico em Eventos do Campus Juiz de Fora está atento às mudanças exigidas ao setor e trabalha para formar um profissional com compreensão crítica do momento em que vivemos.“O futuro ainda segue incerto, mas algumas previsões são possíveis. A integração com o virtual não deve ser abandonada, com os eventos híbridos, que já eram tendência antes da pandemia, devem permanecer em alta nos próximos anos”, explica.

Os impactos da pandemia

Inúmeros foram os negócios e trabalhadores afetados com a pandemia de Covid-19. Com o plano Minas Consciente, lançado pelo governo do estado para conduzir a retomada segura às atividades econômicas nos municípios, ficou definido que as atividades ligadas ao setor de eventos seriam as últimas práticas liberadas para retomar o funcionamento, devido ao grande risco de propagação da doença. Um levantamento feito pelo Ministério da Economia revelou que as atividades mais afetadas no ano de 2020 foram justamente aquelas de cunho artístico, criativo e de espetáculo

Algumas medidas foram tomadas para diminuir os impactos para trabalhadores do setor, como a Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc (Lei nº 14.017), e a Lei 14.460, de 24 de agosto de 2020, que assegura, entre outras orientações, que na hipótese de cancelamento de eventos, o prestador de serviços não é obrigado a reembolsar os valores pagos pelo consumidor, desde que confirme a remarcação dos mesmos. 

Mesmo assim, em pesquisa feita pelo Sebrae com diversos profissionais de diferentes áreas do setor, mais de 60% dos entrevistados alegaram redução de 76% a 100% no faturamento entre abril de 2020 e 2021. Para se reinventar, a aposta foi na melhoria da gestão e na comunicação com o cliente. Quase 20% dos participantes investiram na capacitação de funcionários, enquanto 15% fizeram uso de novas tecnologias. 

Com pesquisa, investimento e tecnologia, momentos difíceis como este podem ser vencidos. Gheysa Gama ressalta que a formação técnica e humana propiciada pelo curso de eventos do Instituto é conectada ao que acontece no mundo e às demandas do mercado de trabalho, de forma que os alunos possam, ao chegar na prática da profissão, contribuir para o avanço da economia e da atividade que desempenham.

 

registrado em: