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Ensino

Em sábado letivo, Campus Manhuaçu realiza ações do Mês da Consciência Negra

Programação incluiu atividades de conhecimento, cultura e integração, com a participação de servidores, estudantes e convidados externos

No dia 29 de novembro de 2025, o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI) do IF Sudeste MG – Campus Manhuaçu promoveu uma manhã de atividades em alusão ao Mês da Consciência Negra, integrada ao sábado letivo institucional. A programação contou com palestras, momentos culturais e apresentação de resultados de pesquisas desenvolvidas no campus, envolvendo servidores, estudantes e convidados externos.

Programação

As atividades foram iniciadas com a palestra “Por que existe o Dia da Consciência Negra?”, ministrada pelo Prof. Loham Silva, presidente do NEABI. Na fala de abertura, o docente contextualizou a origem da data, reforçou a importância histórica e social do dia 20 de novembro como momento de reflexão sobre desigualdades raciais e destacou o papel das instituições educativas no fortalecimento das ações de promoção da igualdade racial.

Em seguida, a Profª. Mayra Albuquerque e os estudantes Raiza Dias Faustino (Curso Sistemas de Informação) e Gustavo Silva Campos (Curso Técnico em Informática) apresentaram os resultados da pesquisa sobre “Racismo Institucional no IF Sudeste MG”, conduzida pelo Grupo de Pesquisa ORI – Observatório de Racismo Institucional. A equipe compartilhou análises, dados coletados e reflexões que apontam desafios e possibilidades de enfrentamento do racismo em ambientes educacionais.

A programação seguiu com um café coletivo, momento de convivência e integração entre participantes.

A segunda parte da manhã foi dividida em duas palestras simultâneas: “Racismo Algorítmico” e “Panorama sobre pessoas negras no agro”. A primeira foi destinada aos estudantes das áreas de informática e foi conduzida por Andressa Freires, fundadora da diversiData e especialista em Ciência de Dados. A convidada apresentou casos reais e discutiu como sistemas computacionais podem reproduzir vieses raciais, alertando futuros profissionais sobre a responsabilidade ética na construção de tecnologias mais inclusivas e justas. A segunda palestra foi ministrada por Daiana Souza de Jesus, doutora em Ciências Ambientais e engenheira florestal atuante na Rede Rio Doce de Sementes e Mudas, abordou desafios enfrentados por pessoas negras no setor agropecuário e na área ambiental. A palestra evidenciou barreiras históricas, oportunidades de atuação e estratégias para ampliar a participação e a visibilidade de profissionais negros nesses campos.

Para encerrar a programação, o público foi presenteado com uma apresentação da Oficina de Percussão, projeto de Extensão do Campus Manhuaçu coordenado pela servidora Karine Corgosinho Costa, com a colaboração do oficineiro Bernardo Leitão. Antes da apresentação, o professor Loham destacou a profunda relação da percussão com as raízes africanas, evidenciando como ritmos, instrumentos e manifestações musicais constituem importante patrimônio cultural da diáspora africana no Brasil. A apresentação trouxe ritmos tradicionais e contemporâneos da cultura afro-brasileira, envolvendo o público e reforçando a importância da arte como instrumento de resistência, identidade e celebração.

Compromisso institucional

As ações do sábado letivo reafirmam o compromisso do IF Sudeste MG – Campus Manhuaçu com a promoção da educação para as relações étnico-raciais, com a valorização da cultura afro-brasileira e com o combate ao racismo em todas as suas formas.

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