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Campus Santos Dumont promove inclusão em evento do projeto “Ferrovia para todos”

Em parceria com a Associação dos Cegos em Juiz de Fora, unidade do IF Sudeste MG realizou ação na última sexta-feira
por Daniel dos Santos Leite publicado: 29/10/2019 13h50, última modificação: 01/11/2019 12h27
#pratodosverem: Imagem mostra pessoas atendidas pela Associação dos Cegos em Juiz de Fora, estudantes e servidores do Campus Santos Dumont interagindo diante de um rodeiro ferroviário
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#pratodosverem: Imagem mostra pessoas atendidas pela Associação dos Cegos em Juiz de Fora, estudantes e servidores do Campus Santos Dumont interagindo diante de um rodeiro ferroviário

Um grupo de pessoas atendidas pela Associação dos Cegos em Juiz de Fora compartilhou a tarde da última sexta-feira (25 de outubro) com estudantes e servidores do Campus Santos Dumont do IF Sudeste MG. Também com a presença de representantes da Associação das Pessoas com Deficiência de Santos Dumont, a ação foi desenvolvida pelo projeto de extensão “Ferrovia para todos”. O principal objetivo da iniciativa é propor melhorias no setor para atender a necessidades de deficientes visuais, especialmente no que diz respeito às passagens em nível ferroviárias (cruzamentos entre a linha férrea e uma estrada, rua ou avenida). 

O evento de sexta, especificamente, foi uma oportunidade de os atendidos pela Associação dos Cegos terem contato com algumas experiências e informações que não haviam sido compartilhadas na primeira etapa do projeto. Na fase inicial, a equipe, composta por um dos coordenadores, o professor Samuel Alves, e as alunas bolsistas Anny Carolinne de Paula e Gabrielly Apolinário (3º período de Engenharia Ferroviária e Metroviária no IF), visitou quinzenalmente a sede da entidade, em Juiz de Fora, para promover atividades de ensino inclusivo ferroviário, utilizando maquetes e peças. Além disso, o grupo visitou uma passagem em nível para entender em termos práticos o que precisa ser melhorado. 

A ação da semana passada também contou com a colaboração da revisora de texto Braille (sistema de leitura para pessoas cegas) Graziela Rodrigues, participante do projeto e atualmente trabalhando no Campus Rio Pomba, e da estudante do 1º período de Engenharia Luana Affonso. Ao lado da equipe permanente do projeto, elas apresentaram a política de inclusão do IF Sudeste MG, o Núcleo de Ações Inclusivas (NAI) presente nas unidades, as conclusões sobre as passagens em nível e um pouco da História de Alberto Santos Dumont e da cidade que leva o nome dele. 

Atendido pela associação juiz-forana, Roberto Magalhães é um grande entusiasta da história do inventor e do próprio município. “Esse interesse vem das aulas de História na Escola Estadual Maria das Dores de Souza (instituição que atua em Educação Especial há mais de 60 anos)”, explicou Roberto enquanto lia um livro em Braille na Biblioteca do campus, “mas eu também já acompanhei documentários, tem muita coisa que fala sobre o Santos Dumont. E tem essa relação histórica da cidade com a ferrovia”. 

Nas atividades anteriormente realizadas pelo projeto, Roberto se interessou pelas curiosidades, mas também pela necessidade de ações práticas. “Foi interessante ver tudo sobre a linha férrea, como surgiu o trem. E também as dificuldades que a gente tem para atravessar uma passagem em nível adequadamente. Eu ando acompanhado pela minha tia. Mesmo segurando o braço dela, é difícil atravessar porque a calçada é muito desnivelada. Eliminar os buracos seria muito importante. Mesmo sabendo, pela cancela (ferroviária), que o trem vai passar, não é suficiente”, completou. 

“Nós fizemos esse convênio com a Associação dos Cegos em Juiz de Fora também para saber quais são as principais dificuldades deles”, relatou a bolsista Gabrielly Apolinário, “e a próxima etapa deve passar por uma parceria com o poder público ou com a concessionária para ajudar a promover as melhorias. Estamos de portas abertas. Instalar um piso tátil (faixas de alto-relevo para auxiliar na locomoção de deficientes visuais) seria o principal, melhoraria uns 80%, até porque nem todas as passagens têm grades. O sinal sonoro (no caso das pessoas cegas) já ajuda em relação a saber quando o trem vai passar, mas existe o risco de cair”. 

A atividade também proporcionou aos convidados um guiamento por diversos espaços do Campus Santos Dumont e mais uma breve aula sobre Ferrovia, quando eles tiveram a oportunidade de tocar um rodeiro ferroviário (conjunto de duas rodas, um eixo e dois rolamentos dos veículos).

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