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Alunos de Tecnologia em Gestão Ambiental visitam Santuário do Caraça em atividade prática

Atividade proporcionou aos estudantes do Campus São João del-Rei uma imersão nos estudos de ecologia e conservação da natureza.

No último dia 20 de junho, alunos do 1º e 3º períodos do curso de Tecnologia em Gestão Ambiental do IF Sudeste MG – Campus São João del-Rei participaram de uma visita técnica à Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Santuário do Caraça, em Catas Altas/MG. A atividade, intitulada "Ecologia e Conservação da Natureza – Santuário do Caraça", teve como objetivo aproximar os estudantes da prática da biologia da conservação em uma das áreas mais ricas em biodiversidade do estado.

O local escolhido foi uma Unidade de conservação de 11.233 hectares, situada na transição entre os biomas Mata Atlântica e Cerrado, na Serra do Espinhaço — região reconhecida como Reserva da Biosfera pela UNESCO. A RPPN, gerida pela Congregação da Missão e tombada pelo IPHAN, oferece um ambiente privilegiado para estudos de ecossistemas de altitude, campos rupestres e florestas úmidas, além de ser um laboratório vivo para a análise da ecologia da paisagem e da conectividade entre fragmentos florestais em uma região cercada por atividades de mineração, silvicultura e agropecuária.

A visita, conduzida pelas professoras Alessandra Fernandes (Coordenadora do curso) e Luciana Silva Villela, proporcionou uma oportunidade aos alunos de observar na prática os desafios da gestão de uma unidade de conservação privada, compreendendo como as estratégias de manejo e educação ambiental aplicadas em meio às pressões externas do Quadrilátero Ferrífero. Pôde ser trabalhado de forma integrada conceitos teóricos de ecologia de paisagens e dinâmica de ecossistemas, como funciona a fragmentação florestal causada por atividades antrópicas no entorno e como afeta a conectividade entre remanescentes vegetacionais e a eficácia das zonas de amortecimento da RPPN. Além disso, a atividade viabiliza o estudo prático da sucessão ecológica em diferentes fitofisionomias (campos rupestres, florestas úmidas e ecótonos de transição entre Mata Atlântica e Cerrado), a aplicação de metodologias de amostragem de biodiversidade e a avaliação crítica dos instrumentos de gestão de unidades de conservação, confrontando a teoria sobre planos de manejo e educação ambiental com a realidade da pressão minerária e fundiária presente no Quadrilátero Ferrífero, o que enriquece o aprendizado ao demonstrar a complexidade envolvida na conservação da natureza em áreas sob múltiplas tensões socioambientais.

Além dos atrativos naturais, a visita técnica também pode incluir o Museu do Caraça, que está instalado no prédio do antigo colégio, um dos primeiros do Brasil. O espaço reúne o Museu do Colégio, o Museu Sacro e uma Pinacoteca, onde os alunos podem conferir peças originais que contam a história do local, como a cama utilizada por Dom Pedro II em sua visita, máquinas de costura antigas, louças e artefatos religiosos dos séculos XVIII e XIX livros antigos como Os Lusíadas. Complementando o acervo histórico, a biblioteca guarda obras raras, incluindo um incunábulo de 1489, que é o livro mais antigo do acervo, e uma publicação sobre palmeiras brasileiras que está entre os maiores e mais pesados livros do local. Para a disciplina de Ecologia e Conservação, a visita ao museu e à biblioteca possibilita uma reflexão sobre a história da ocupação humana na Serra do Espinhaço e o papel da antiga instituição de ensino na formação de personalidades brasileiras, dialogando com os temas de conservação do patrimônio cultural e ambiental trabalhados em campo.

Veja na sequência de fotos um pouco de como foi a atividade.

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