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Projeto M.Ar.: o segundo produto patenteado pelo Campus Juiz de Fora

Aparelho de musculação ao ar livre traz inovações ao permitir a variação de carga e a prática de diferentes exercícios.

Desde 2014, o núcleo de pesquisas do projeto M.Ar.: Musculação ao Ar Livre, têm desenvolvido a tecnologia para um equipamento capaz de oferecer novas propriedades em comparação com os aparelhos já existentes em ambientes públicos e privados. A limitação de exercícios e de carga têm desmobilizado a utilização dos aparelhos que são disponibilizados em praças, por exemplo. Pensando nisso, um ex-aluno do curso técnico em Design de Móveis, Daniel Braga Ribeiro, trouxe a proposta para seus professores e juntos deram início ao grupo que vêm tentando viabilizar a produção do aparelho a partir de iniciativas públicas de incentivo à pesquisa.  

História do Projeto

Ao final da disciplina de Metodologias de Projetos, ministrada pelo professor Eduardo Seabra, os alunos têm de propor o projeto de um móvel. Envolvido com a prática de musculação, Daniel sugeriu uma ideia diferente: projetar um aparelho de musculação ao ar livre capaz de variar a carga sem adicionar ou retirar anilhas, algo que ainda não existia nos ambientes externos de ginástica. A ideia foi muito elogiada e, para planejar corretamente a máquina, o aluno contou com o apoio do professor de Educação Física Aplicada, Miguel Faria.

Após a apresentação, Daniel e os professores se interessaram em retirar a ideia do papel. A partir de um projeto de iniciação científica, o grupo deu início ao desenvolvimento tecnológico do aparelho. Para integrar as pesquisas, convidaram o professor do núcleo de mecânica José Luiz Cuco e o bolsista Dênis Ribeiro, juntos eles conceberam o desenho industrial e o modelo de utilidade do equipamento, dando origem ao segundo produto patenteado pelo Campus Juiz de Fora.

Da esquerda para a direita: Dênis Ribeiro, Eduardo Seabra, Miguel Faria e Daniel Braga em uma das reuniões do projeto. Foto: arquivo pessoal.

Devidamente registrado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), o grupo está atualmente procurando viabilizar a fabricação do equipamento. Com o suporte da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão (FADEPE), foi estabelecido o contato com uma empresa parceira que demonstrou interesse no projeto e deve providenciar a sua produção para meados de 2023. A FADEPE é uma instituição de direito privado e sem fins lucrativos, criada com a finalidade de apoiar projetos de ensino, pesquisa e extensão das redes federais de educação.

A intenção última do projeto, segundo o professor Eduardo Seabra, é produzir uma série de 3 aparelhos de musculação, tornando possível o exercício de todos os principais grupos musculares em ambientes externos, a partir de um equipamento que tenha um maior efeito no condicionamento físico dos usuários.

Como o aparelho funciona

O intuito do equipamento é inovar na forma de se praticar a musculação ao ar livre a partir dos seus diferenciais. A variação de peso gradativa, de 5kg até 70kg, funciona por um sistema de alavancas, as anilhas são fixadas no próprio equipamento e não é necessário colocar ou retirar placas de peso. A regulação torna acessível a prática de exercícios para pessoas de diversas faixas etárias. Além disso, é possível praticar até cinco exercícios físicos diferentes: supino reto, remada alta, encolhimento de ombros, desenvolvimento e extensão do antebraço.

Para assistir o vídeo de funcionamento da tecnologia, clique aqui.

 

A pesquisa como aliada

O projeto é um grande exemplo da principal função das iniciativas de pesquisa, produzir tecnologia e conhecimento que vá gerar frutos para a sociedade, colhendo frutos dos conhecimentos que são gerados dentro do Campus. “O fator social do aparelho também é algo muito importante, ele é concebido para ser utilizado ao ar livre, em praças públicas, por exemplo. O grande consumidor desse tipo de equipamento são as as prefeituras municipais, por isso, é uma tecnologia que irá atingir a população diretamente”, comentou o professor Miguel Faria.

Além do incentivo através das bolsas de Iniciação Científica, todo o processo de registro da patente do aparelho foi subsidiado pelo Núcleo de Inovação e Transferência de Tecnologia (NITTEC). O NITTEC é um setor da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós Graduação e Inovação responsável por estimular as atividades empreendedoras do Instituto e estabelecer a proteção adequada das criações intelectuais geradas em todos os campi da rede Sudeste de Minas Gerais tendo em vista sua transferência ao setor produtivo e à comunidade externa.

A partir de 2022, o núcleo também passou a ter apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) para divulgar a tecnologia. O desenho industrial e o modelo de utilidade do aparelho foram cadastrados na Vitrine Tecnológica da Fundação, uma plataforma virtual que proporciona visibilidade aos conhecimentos científico e tecnológico desenvolvido por instituições mineiras.

Ilustrações: vista parcial e componentes do aparelho a partir do Desenho Industrial

 

Por Fábio Kelbert, estagiário sob supervisão de Laura Chediak.  

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