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SECITEC 2022 retoma as atividades presenciais com grande participação dos alunos

Entre os dias 21 e 25 de novembro, mais de 60 atividades culturais, de ensino, pesquisa e extensão ofereceram momentos de descontração e aprendizado.

A Semana de  Educação, Ciência, Tecnologia e Cultura (SECITEC) retomou pela primeira vez, após a pandemia, as atividades presenciais no Campus JF. Os coordenadores das programações ressaltaram a participação significativa dos estudantes durante o evento. Entre os dias 21 e 25 de novembro foram promovidas mais de 60 atividades culturais, de ensino, pesquisa e extensão, que ofereceram momentos de descontração e aprendizado. 

A adesão do Instituto como um todo ao evento demonstrou o quanto a comunidade estudantil se encontrava ansiosa para uma reintegração social que permitisse retomar a normalidade da época pré-pandêmica e vivenciar novas experiências que fortaleçam a esperança num futuro melhor.  

 

A Semana Cultural promoveu, durante os três primeiros dias da SECITEC, apresentações de música, dança, slam de poesias e uma exposição de arte. Segundo a coordenadora do evento, Hellen Barra, o intuito era relacionar cultura, ciência e tecnologia para formar um cidadão que saiba interagir na sociedade com um olhar crítico e uma visão criativa. 

“Foi uma semana maravilhosa, tivemos uma adesão muito grande a todas as atividades e eu percebi que os alunos estavam ávidos por essas programações, acredito que, para todos, juntamos a fome com a vontade de comer.” comentou a coordenadora. 

Um dos participantes do slam, Diego Ouchi, estudante do 2º Meio Ambiente , compartilhou a experiência de participar pela primeira vez do evento:

“Eu sempre guardei as minhas poesias só para mim, sempre tive medo de me expressar e essa abertura foi incrível. Estar ali, vendo arte, me deu esperança e esperança é força.”

 Os primeiros dias também foram movimentados pela exibição dos pitches dos projetos de extensão desenvolvidos no Campus. Coordenadores, bolsistas e interessados nas ações extensionistas prestigiaram as apresentações em formato de vídeo que divulgaram os projetos desenvolvidos durante o ano e o seu impacto social.  

De acordo com a diretora de extensão Jacqueline Costa, a mostra tem o intuito de disseminar o impacto social do Instituto e promover o interesse de novos alunos por diferentes projetos. 

 

Durante toda a semana, o Simpósio de Pesquisa, Inovação e Graduação apresentou sessões temáticas de diferentes áreas de pesquisa. Pela primeira vez, os projetos de toda a rede Sudeste de Minas Gerais, apoiados pelas iniciativas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo a Pesquisa de Minas (FAPEMIG) puderam participar do evento. Alunos dos campi Manhuaçu, Rio Pomba, Barbacena, Santos Dumont e Muriaé tiveram a oportunidade de apresentar para toda a comunidade acadêmica o desenvolvimento e os resultados de suas pesquisas. 

Além disso, o Simpósio contou com a presença de avaliadores do CNPq para apreciarem todos os projetos. Segundo os avaliadores Bruno Dias e Marco Schiavon, os eventos de divulgação de pesquisas são de suma importância para o desenvolvimento da área, além de ser um estímulo para que novos alunos se interessem pelo campo acadêmico .

“A divulgação é um movimento de abertura, de colocar a perspectiva de outras pessoas no desenvolvimento da pesquisa e é assim que a ciência acontece: quando damos a cara a tapa.”, comentou Marco. 

Marco Schiavon é professor e pesquisador do núcleo de química da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) e foi convidado para avaliar todas as sessões temáticas. Segundo ele, os Institutos Federais possuem um grande diferencial, fruto do viés tecnológico, no qual as pesquisas apresentam um olhar próximo da comunidade em geral, ciente dos problemas reais do dia a dia.

“Espero que daqui alguns anos, com vários trabalhos interessantes apresentados aqui, tenhamos uma sociedade muito melhor.” observou o avaliador.

A semana do técnico agregou para os alunos do Campus um momento de visualização na prática de todos os conhecimentos adquiridos em sala de aula, a partir de oficinas, palestras e minicursos nas áreas de informática, mecânica, engenharias e outros campos englobados pelos cursos do Instituto. Segundo a professora do núcleo de química do Campus JF, Denise Barros, a semana é essencial para despertar o interesse dos alunos para a parte profissional e científica, a partir de dinâmicas que são difíceis de serem realizadas cotidianamente.

 O aluno do 2º ano de Metalurgia, Marcel Louro, participou da semana do técnico durante a atividade “Troca de Saberes”, ofertada pelo Laboratório de Pesquisa e Experimentos em Nanociência (LPEN). Durante a programação, os bolsistas do laboratório de química prenderam a atenção do público com fenômenos físico-químicos inflamáveis, brilhantes e bastante coloridos. De acordo com a professora Denise, todas as atividades ofertadas pelo laboratório tiveram as vagas esgotadas:

“Isso é um reflexo da curiosidade dos alunos! Foi um momento de colocar a mão na massa e entender o porquê de cada fenômeno. É enriquecedor e gratificante ver o interesse de todos os estudantes”.

Nos últimos dias da SECITEC, as rodas de conversa dos projetos de ensino, monitoria e treinamento profissional prestigiaram os projetos desenvolvidos com o intuito de aprimorar a qualidade dos cursos ofertados pelo Campus JF. Segundo a coordenadora geral da graduação, Márcia Zanetti, as apresentações fazem com que os alunos possam conhecer e se interessar por diferentes propostas de estudos, além de ampliar os conhecimentos para além da sala de aula, ilustrando de que forma é possível abrir portas para ir além do que oferecemos aqui dentro. Ainda segundo a coordenadora, todas as rodas foram muito prestigiadas pelos estudantes: “Eu imaginei que estaria apenas com os coordenadores e integrantes do projeto, mas as salas estavam lotadas! Foi uma surpresa gratificante ver o apoio e o interesse de todos os estudantes”. 

A aluna do 2º ano de Metalurgia, Gabrielly Cavalcante, apresentou o projeto ensino “Tratamento de Resíduos”, no qual atua como bolsista. As atividades são desenvolvidas no Laboratório de Química, coordenado pela professora Denise Barros.

“É uma experiência única poder participar da SECITEC. Foi gratificante poder escutar sobre outras iniciativas e ver o nosso trabalho sendo valorizado.”, comentou a aluna.

 

BALANÇO GERAL

O evento também contou com o apoio dos estudantes do curso técnico em Eventos. Para a aluna Regina Stela, a oportunidade de trabalhar na organização da semana foi inesquecível.

“A SECITEC me proporcionou conhecer todos os projetos que acontecem no Instituto. Foi a minha primeira vez trabalhando no evento e eu estou encantada, os jovens vão fazer um futuro melhor para a gente e a prova disso estava aqui." comentou Regina.    

Segundo a coordenadora geral da SECITEC, Gheysa Gama, a retomada presencial se propôs a ser grandiosa, principalmente com a inclusão da Semana do Técnico e da Semana Cultural. Foram mais de 10 sub eventos promovendo atividades que preencheram toda a grade de horários durante os cinco dias. “A SECITEC é o maior evento do Campus graças às várias mãos que colaboram para que ela aconteça. Terminamos a semana muito motivados a fazer uma próxima edição com ainda mais envolvimento de toda a comunidade do Campus.” 

 

Confira o vídeo de cobertura do evento em nosso canal do YouTube.