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Estudo propõe o uso de infraestruturas verdes contra alagamentos e enchentes na região Sul de JF

publicado: 20/02/2020 13h34, última modificação: 10/03/2020 10h11
O trabalho foi desenvolvido pela arquiteta e urbanista Joyce Falci de Aguiar Rodrigues, no curso de especialização em Sustentabilidade na Construção Civil.

Foto: Marcelo Ribeiro
“Estudos dos alagamentos e enchentes do córrego do Ipiranga em Juiz de Fora-MG e Proposição de Infraestrutura Verde” é o título do trabalho de da arquiteta e urbanista Joyce Falci de Aguiar Rodrigues, no trabalho de conclusão do curso de especialização em Sustentabilidade na Construção Civil. A pesquisa apontou alternativas para evitar enchentes na região do bairro Santa Luzia durante períodos chuvosos e impactam a vida da população.

Atuando como assessora no setor de análise de projetos da Secretaria de Meio Ambiente e Ordenamento Urbano da Prefeitura de Juiz de Fora (Semaur-PJF), Joyce buscou o curso de especialização ofertado no Campus Juiz de Fora como forma de dar continuidade nos estudos da construção civil. Além disso, ela teve a oportunidade de ampliar os seus conhecimentos sobre o tema, como estudo dos solos, dos recursos hídricos, dos materiais, do concreto, do georreferenciamento, dentre outros.

Segunda a arquiteta, os alagamentos e enchentes do córrego do Ipiranga ocorrem por uma junção de fatores, como a geografia da cidade de Juiz de Fora, composta por vários morros, e  o clima tropical de altitude, que tem como característica as chuvas intensas durante o verão. O córrego, então, se encontra justamente em um vale, onde recebe as águas que descem dos morros aos seu redor. Essas condições naturais somadas à ocupação irregular da mata ciliar (vegetação que está nas margens rios que deveriam ser preservadas), o grande adensamento populacional nos bairros e o alto índice de solo impermeabilizado, impedindo a infiltração da água, aumentam a velocidade do escoamento até o córrego e o pico de vazão do curso d'água, provocando as enchentes e os alagamentos.

Como alternativa sustentável para minimizar os impactos  desses problemas, a arquiteta propõe a utilização de uma infraestrutura verde para as obras de drenagem que visam trazer benefícios ecológicos, econômicos e sociais. O conceito é de buscar interferir o menos possível na natureza e/ou renaturalizar algumas áreas, proporcionando o equilíbrio do ecossistema natural. Ela acredita que essas medidas serão capazes de amenizar os problemas que já ocorrem na região e evitar que, com o crescimento da região sul da cidade, outros cursos d'água sofram com os períodos chuvosos e/ou interfiram negativamente na região de alagamento do bairro Santa Luzia.

Joyce complementa, ainda, que a implantação de infraestruturas verdes espalhadas na região sul ajudariam não só no caso das enchentes, mas também no incentivo da relação das pessoas com a cidade e o meio ambiente. “Os parques e praças fazem parte da infraestrutura verde e são ótimos para auxiliar nessa relação, pois são locais onde as pessoas lidam com a natureza, tem opções de lazer, melhorando a qualidade de vida da população. É um investimento no qual toda a cidade sai ganhando.”

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