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Infocast: Projeto do Campus Muriaé combate fake news com checagem de informação

Iniciativa de enfrentamento à Covid-19 já insere a instituição como parte da Rede Nacional de Combate à Desinformação.
publicado: 23/09/2020 07h51, última modificação: 24/09/2020 06h59
#pratodosverem: a imagem mostra a logomarca em preto e branco do projeto Infocast. É representada por um microfone, no estilo dos que se costumava usar em rádios. O nome Infocast junto a ele.

#pratodosverem: a imagem mostra a logomarca em preto e branco do projeto Infocast. É representada por um microfone, no estilo dos que se costumava usar em rádios. O nome Infocast junto a ele.

Se você já viu, em estabelecimentos comerciais, funcionários usando um termômetro infravermelho para medir a temperatura dos clientes pelo pulso, é capaz de estimar a amplitude que uma notícia falsa pode ganhar. A informação de que o chamado “termômetro de testa” supostamente causaria danos à glândula pineal, ou mesmo câncer, fez muitas pessoas mudarem de atitude com relação ao equipamento e até se recusarem a passar pelo processo de medição, na tentativa de evitar que o termômetro fosse apontado para a própria cabeça. O fato é que não há qualquer prejuízo ao corpo humano neste procedimento. Mas os brasileiros, em sua maioria, continuam sendo vítimas desse tipo de desinformação, numa espécie de epidemia de mentiras para a qual ainda não há antídoto, senão a checagem e apuração com fontes confiáveis e busca de informações comprovadas científicamente.

É exatamente esta forma de defesa que o IF Sudeste MG – Campus Muriaé oferece à sociedade: o projeto Infocast: informação checada contra a infodemia de fake news sobre a Covid-19. A iniciativa é representada por canais de informação, nos quais semanalmente são veiculados conteúdos em áudio, buscando esclarecer ou mesmo desmentir assuntos que foram alvo de fake news. Desta forma, auxília no combate à pandemia, por meio da apuração e veiculação de informações científicas e outras, provenientes de sites confiáveis. 

Os áudios são disponibilizados de duas maneiras: pelas diversas plataformas de podcasts e em versões curtas, disseminadas por meio de grupos de Whatsapp. É feita também divulgação pelas páginas do Infocast (@infocast) nas redes sociais Instagram e Facebook. Até o momento, já foram produzidos sete episódios, dois deles contendo entrevistas com especialistas sobre assuntos referentes à pandemia de Covid-19 e suas relações com a desinformação promovida pelas fake news. Pretende-se que até dezembro sejam produzidos 20 programas.

O projeto deu tão certo que já faz parte da Rede Nacional de Combate à Desinformação (RNCD), juntamente com projetos desenvolvidos por universidades públicas e coletivos sociais e de jornalistas, como o Intervozes. Ao todo, são 23 iniciativas dedicadas ao combate à desinformação e à mentira, sendo que o Infocast é a única desenvolvida em um campus da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica. Haverá um evento de lançamento da RNCD no dia 24 de setembro (acompanhe a página no Instagram).

Dinâmica de produção

A equipe é formada pelo coordenador, Rone Santos, pela bolsista Larissa de Bem e pelo colaborador externo Breno Longhi. A dinâmica dos trabalhos começa com a pesquisa de notícias falsas que circulam na internet (principalmente nas redes sociais). Elas são checadas por meio de sites de notícias, jornais e revistas científicas, além, de sites especializados em fact-checking. As pesquisas alimentam um banco de dados composto apenas por notícias construídas sobre bases científicas, mas também pelo material que compõe as fake news (prints de mensagens de Whatsapp, Facebook ou sites de desinformação). De posse desse material, é feita a escolha das fake news em cheque, além de ser criado o roteiro, seguido da gravação. A edição e a finalização ficam sob responsabilidade de Breno, enquanto Larissa e Rone preparam as peças gráficas de divulgação.

Perspectivas

Segundo o coordenador, o trabalho do Infocast não de terminar com o possível advento da vacina contra o coronavírus ou mesmo com fim do período para o qual foi programado. A ideia é realizar uma nova submissão de proposta, ampliando as ações de combate à desinformação. “Não mais somente fake news sobre a pandemia devem ser analisados, mas também fake news sobre outros assuntos. O vírus pode ser controlado e a pandemia ter um fim algum dia, mas certamente é muito mais difícil o combate às fake news. Contra essas, ainda não temos uma vacina ou anticorpos de forma ampla e generalizada”, lamentou.