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IF Sudeste MG promove palestra sobre PDI

O Professor Weber Tavares, da SETEC, proferiu palestra sobre o Plano de Desenvolvimento Institucional, PDI, na Reitoria do IF Sudeste MG.
publicado: 27/06/2019 11h14, última modificação: 25/10/2019 17h54

Nesta quarta-feira, 26 de junho, o Coordenador-Geral de Planejamento, Orçamento e Gestão da Rede Federal - SETEC-MEC, Professor Weber Tavares, proferiu palestra sobre o Plano de Desenvolvimento Institucional, PDI, na Reitoria do IF Sudeste MG.

Antes de falar do PDI propriamente dito, Tavares abordou temas, que, para ele, são fundamentais para a discussão do Plano: a criação da Rede Federal, o monitoramento dos resultados da Rede Federal e o Planejamento dos Institutos Federais.

Segundo o palestrante, antes de falar do PDI, é preciso pensar no que é a Rede Federal. Para tal reflexão, Weber lembrou que as Escolas Técnicas foram transformadas em Centros Federais de Educação tecnológica e, estes, por sua vez, deram origem aos Institutos Federais.

Tavares ressaltou a natureza própria dos IF’s: “ Nós não somos universidades. Ser universidade não é ruim. Mas somos outra coisa.  Somos Institutos Federais”, afirmou ele.

O palestrante destacou a capacidade que os Institutos têm de chegar aos lugares mais remotos e contou exemplos de vidas transformadas pela educação oferecida nos IF’s: “A Rede Federal tem o potencial de fazer a criança transformar a enxada em caneta”.

Conforme o professor, a Rede Federal é, para muitos, a única oportunidade de acesso à educação pública, gratuita e de qualidade. Dentre as várias modalidades de ensino oferecidas, Weber usou a Educação de jovens e adultos como exemplo: “Oferecer EJA significa abrir a escola para uma pessoa que achava que a escola não era para ela e, dessa forma, afirmar que sim, esta escola é para você”.

Tavares lembrou que, durante a expansão, os governantes logo perceberam o potencial transformador dos Institutos e começaram a batalhar para ter unidades em suas cidades: “Os prefeitos dizem que a história de seus municípios divide-se em antes do IF e depois do IF”.

Através de números, o professor demonstrou a grande expansão vivenciada pela Rede Federal em seus 10 anos de existência:

- 99% das regiões intermediárias (mesorregiões) e 70% das regiões aproximadas (microrregiões) brasileiras possuem unidades da Rede Federal.

- São 661 unidades acadêmicas, 38 Institutos Federais, 2 Centros de Educação tecnológica, a Universidade Tecnológica do Paraná e o Colégio Pedro II.

Monitoramento

Em um segundo momento, o Coordenador-Geral de Planejamento, Orçamento e Gestão da Rede Federal - SETEC-MEC, enfatizou a importância de monitorar os resultados do PDI: “O PDI precisa do controle da comunidade e por isso deve ser discutido com ela. O monitoramento é algo positivo. Serve para mostrar para as pessoas o que está sendo feito e os resultados disso. O monitoramento permite identificar se as ações desenvolvidas estão tendo êxito”, afirma ele.

A fim de monitorar os dados e permitir que toda a comunidade tenha acesso a eles, foi criada a plataforma Nilo Peçanha, a PNP. Esta é a plataforma oficial de dados da Rede Federal. O professor explicou que a PNP é baseada no tripé de governança para a produção estatística: marco regulatório, aparato tecnológico e capacitação da rede de atores. Tavares explicou ainda que a alimentação da plataforma acontece em três etapas: coleta, validação e publicação.

Weber Tavares destaca que a PNP é uma ferramenta de gestão e de monitoramento e está acessível a todos.

PDI: Planejamento dos Institutos Federais

O professor foi enfático ao dizer que o PDI não é um documento normativo, e sim um plano. E, como plano, deve definir objetivos, indicadores, metas e iniciativas estratégicas:

“O PDI é um plano, portanto, além de base teórica, ele precisa dizer quais são os objetivos e quais ações serão desenvolvidas para atingir tais objetivos. A reflexão deve estar ancorada na ação”, afirma ele.

Tavares acredita que antes do PDI, há três documentos fundamentais para um Instituto Federal: o Estatuto, o Projeto Político Pedagógico e o Regimento Geral.

A experiência do PDI no IFG

Para ilustrar, o palestrante contou como foi a experiência de construção do PDI do Instituto Federal de Goiás. O Estatuto serviu como base para a elaboração do Plano e passou por um processo de revisão.

Segundo Tavares, “o grande poder do PDI é dar algum poder de controle para a comunidade”. Diante disso, o primeiro passo foi a sensibilização quanto à importância da participação de todos. Para isto, o professor conta que vídeos explicativos foram produzidos e enviados à comunidade. Nestas mídias, a importância da participação de todos era o abordada.

Em seguida, foi criado um sistema para acolhimento de propostas de alteração, supressão e inclusão. Depois eram promovidos debates locais temáticos e debates gerais.  A partir daí, era criado um caderno de propostas da unidade e publicada a relação de delegados.

Num terceiro momento, foi criado um caderno de propostas institucional, que foi projetado e publicado. Em seguida, foi divulgada a minuta, e, por fim, o documento aprovado. A partir daí foi construído o atual PDI do IFG.

De acordo com Tavares a principal característica do PDI do IFG é que ele é monitorável. E isso o torna uma ferramenta na mão da comunidade. Confira abaixo a íntegra da palestra:

 

 

 

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