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Rede de Acolhimento lança identidade visual e realiza palestra voltada a prevenção e enfrentamento ao assédio
Reconhecer um caso de assédio pode não ser tarefa fácil para um servidor público, mas felizmente isso vem mudando. Em 2025, o número de processos de assédio moral recebidos pela Justiça do Trabalho aumentou 22% em relação ao ano anterior. Quando o assédio é sexual, o número supera em 40% o registrado no ano de 2024. E um dos motivos possíveis para esta mudança* é a maior conscientização social acerca do que caracteriza o assédio.
E meio a este cenário, o IF Sudeste MG vem investindo em ações de prevenção e combate a todo tipo de violência. Uma delas ocorrerá na próxima terça-feira, 23 de junho, a partir das 14h: um evento destinado a toda a comunidade institucional, a ser realizado pela Rede de Acolhimento na Reitoria da instituição. Com transmissão online pelo canal do IF Sudeste MG no Youtube, a programação inclui o lançamento da identidade visual do grupo realizador, que passa a contar com um selo representativo. Para quem não sabe, a Rede de Acolhimento é formada por uma equipe dinâmica de servidores(as) capacitados(as) para promover o acolhimento de denunciantes (vítimas) de possíveis caso de assédio, garantindo sigilo e acompanhando as pessoas afetadas, quando necessário.
Na ocasião, a comunidade do IF Sudeste terá a oportunidade de assistir à palestra “Assédio sexual e moral: como reconhecer, acolher e agir”, cujo objetivo é conscientizar, acolher e promover um ambiente de trabalho e estudo cada vez mais respeitoso e seguro para a comunidade institucional. A palestra contará com a participação de duas especialistas convidadas: a procuradora-chefe junto ao Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ), drª. Daniela Gonçalves, e a procuradora-chefe adjunta da Procuradoria Federal junto ao Instituto Federal do Ceará (IFCE), drª. Ingrid Pequeno. Ambas fazem parte do Programa de Combate ao Assédio da PGF.
O evento faz parte de uma série de ações que buscam atender à legislação vigente. Elas são planejadas pela Coordenação da Rede de Acolhimento, em parceria com o Gabinete do Reitor e os setores que compõem a Política de Integridade institucional: Corregedoria, Ouvidoria, Auditoria, Comissão de Ética Pública e Diretoria de Gestão de Pessoas.
Para a coordenadora da Rede de Acolhimento, Olívia Ghetti, o evento será "fundamental para marcar o compromisso institucional com uma temática tão relevante e necessária, principalmente considerando todo o cenário de violência que tem marcado nosso país, sobretudo em relação ao assédio moral e sexual, que têm sido grandes responsáveis pelo adoecimento psíquico de nossa sociedade." Ela acredita que somente por meio de um trabalho colaborativo, constante e ininterrupto, o IF Sudeste MG terá condições de mudar sua realidade, proporcionando um ambiente de trabalho e de ensino mais saudável para toda a comunidade acadêmica.
O IF no contexto nacional
"Vivemos um momento em que a desumanização e o sofrimento do outro estão sendo cada vez mais naturalizados, incitados e encorajados - e os jovens são os mais expostos a este tipo de conteúdo e situação."
"Vivemos um momento em que a desumanização e o sofrimento do outro estão sendo cada vez mais naturalizados, incitados e encorajados - e os adolescentes e jovens são os mais expostos a este tipo de conteúdo e situação -, representando um grande retrocesso em relação às conquistas sociais, sobretudo as que se referem à garantia dos direitos humanos" - é o que relata Olívia, reconhecendo que, infelizmente, instituições de ensino como o IF Sudeste MG e todas as outras da Rede Federal refletem a realidade social vigente.
"Precisamos de uma mudança profunda da cultura institucional e, em virtude disso, pretendemos atuar não apenas na divulgação dos canais de acolhimento e denúncias, mas sobretudo, em campanhas de capacitação e sensibilização atreladas às temáticas do assédio, do bullying e das discriminações, inclusive em parceria com os demais setores institucionais que formam a Política de Integridade institucional, os NAIs, os NEABIs, os NEGEDs** e as direções-gerais e diretorias setoriais dos campi. Inclusive, algumas ações já vêm ocorrendo com este intuito desde novembro de 2025 e foram acentuadas nos meses de abril, maio e junho deste ano", recorda ela.
*Fonte: Tribunal Superior do Trabalho
** NAIs, Neabis e Negeds são núcleos institucionais que estudam e promovem ações inclusivas,
englobando estudos afrobrasileiros, indígenas, de gênero, sexualidade e diversidade.




