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IF Sudeste MG tem webinar de abertura do ERE e da I Mostra Cultural

Debate falou sobre a importância do momento de retomada das atividades acadêmicas de forma remota e a arte como espaço interdisciplinar.
publicado: 15/09/2020 17h58, última modificação: 16/09/2020 09h35

A arte é absolutamente inútil, mas qual a utilidade da amizade, amor, bondade, sorrisos? Priorize a beleza e tudo que receberá lhe será útil para sempre. Essa mensagem da mediadora Bruna, citando Oscar Wilde, marcou o debate que teve como convidada a Professora Úrsula da UFPel que marcou o início do ERE e o lançamento da I Mostra Cultural- Paisagens da Janela que tem inscrições abertas até 21 de setembro.

Em um primeiro momento falaram os pró-reitores de Ensino, Professora Gláucia Franco, Extensão, Professor Valdir José da Silva e Pesquisa e Pós-Graduação e Pesquisa, Professor André Narvaes.

Primeira a se pronunciar, Gláucia desejou a todos um excelente início de atividades, apesar do contexto desafiador da pandemia de COVID-19, que levou o IF Sudeste MG a optar, neste momento, pelo Ensino Remoto Emergencial (ERE). “Tenhamos cautela, vencendo cada um dos desafios, de maneira mais próxima dos alunos e servidores para garantir o ensino de qualidade, mesmo que virtualmente. Devemos estar juntos! Sucesso para nós nessa empreitada!”, declarou.

Já André Narvaes colocou-se a disposição dos estudantes, em especial, da Pós-Graduação, ligada a sua pró-Reitoria e lembrou que todas as informações da pós-graduação estão no site da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-graduação (Propi) na aba das “Instruções Normativas”, em especial a Resolução 33/2020 que estabelece o regulamento do ERE para a pós-graduação. “Esse é o desafio da reinvenção para que possamos retornar em uma modalidade diferente, possível para o momento, resguardando a saúde e segurança de cada um”.

Gratidão. Aos servidores, colaboradores externos e alunos, bem como seus familiares. Essa foi a tônica da fala do pró-reitor de Extensão, Valdir ressaltando todo o trabalho que vem sendo desenvolvido nos últimos seis meses, desde a suspensão das atividades presenciais no dia 17 de março.

“Gratidão aos membros das comissões do Reencontro, mais de 200 pessoas envolvidas. A organização da Mostra Cultural, para nos deixar mais leve nesse momento! Agradecimento à Professora Úrsula da UFPel pela parceria. E agradecimento aos alunos. Não dá para pensar numa instituição de ensino sem vocês. Esse seis meses sem vocês, foram muito duros!”, garantiu.

Finalizando as falas institucionais, o Reitor, Professor Charles Okama de Souza, agradeceu a todos os envolvidos, desde a composição do Comitê de Enfrentamento à COVID-19, com ações voltadas à comunidade como o projeto de Extensão Educação e Cidadania até aos componentes de cada uma das comissões do Projeto Reencontro em suas diversas áreas.

Segundo o reitor, cada comissão discute e pensa uma área diferente: tecnologia, conectividade, cuidados com os estudantes, organização de infraestrutura, cuidados com os servidores, calendários acadêmicos. Há uma preocupação com os cursos de todas as modalidades e capacitação dos diversos públicos envolvidos, com a criação de trilhas de conhecimento para todos os públicos: alunos, docentes, pais de alunos, técnicos administrativos.

“O Projeto Reencontro trouxe uma nova dinâmica com a participação de todos os dirigentes dos campi e profissionais de todas as áreas num debate intenso para dar uma resposta a nossos alunos, familiares, parceiros. Agradeço a todos que participam do Projeto Reencontro servidores e alunos e ainda vivemos momentos de incerteza e o cuidado com todos é essencial. Trabalhamos coletivamente", finalizou.

Cuidados com o estudante

Em seguida, foi a vez da representante da Comissão C5 (Cuidado com os estudantes), Professora Viviane Vasques Guilarduci, apresentar o trabalho da Comissão que junto a C10 (Comunicação) organizou o Webinar de abertura do ERE e I Mostra Cultural- Paisagens na Janela.

Viviane explicou a composição da C5, grupos e subgrupos, desde abordagens sócio emocionais,  conteúdo pedagógico e também acolhimento aos alunos. Tem participação de servidores de várias áreas e dois discentes representando  todos os estudantes.

“Porque uma comissão de cuidado com os estudantes? Porque os alunos são a razão de ser de uma escola”, enfatizou Viviane apresentando ainda ações anteriores da C5 como editais de auxílio internet, auxílio aquisição de equipamento, as rodas de conversa com os psicólogos do instituto, entre outras atividades.

I Mostra Cultural

Para lançar oficialmente a I Mostra Cultural, Bruna Caroline de Souza Berbert falou em nome da comissão organizadora do evento e fez um preâmbulo sobre a importância da arte em nossas vidas. Citou, primeiramente, uma pesquisa que mostrou que muitos pais, em tempos de pandemia, não veem a importância na inserção da arte no âmbito escolar.  “Isso reflete que precisamos repensar nossa relação com a arte. Temos ignorado a importância da arte, e a crença de que só o conhecimento útil é que serve para os estudantes. Se não cai no ENEM não importa”, refletiu.

Falou sobre o escritor e cineasta Oscar Wilde e sua visão sobre a arte ser absolutamente inútil. Mas, reforça que a natureza humana não precisa só do que é necessário. Como seres sociais, temos necessidades morais e espirituais, para além da vida prática.  “A arte nos conforta em momento como os de agora que vivemos”, destacou. Segundo Bruna, é por meio da Educação em Artes que desenvolvemos nosso senso crítico. É a educação do sentimento, assim como as disciplinas regulares são a educação do pensamento. E convidou a todos a se inscreverem na I Mostra Cultural do IF Sudeste MG que tem inscrições abertas até 21 de setembro e realizará sua primeira edição no dia 1° de outubro. A chamada pública e os detalhes de como participar podem ser acessados através no site : www.ifsudestemg.edu.br.

A importância da arte

Palestrante principal do dia, Professora Úrsula Rosa da Silva, diretora do Centro de Artes da Universidade Federal de Pelotas ( UFPel) falou sobre a importância da arte no Ensino interdisciplinar e como isso é possível gerar nas pessoas satisfação e a felicidade.

Ela deu início falando das razões pela qual se tornou professora, decisão tomada aos 18 anos quando cursava o curso de Filosofia. A efervescência no universo acadêmico de debates de ideias e produção de conhecimento a levou a dedicar-se ao Ensino como instrumento mobilizador do mundo. Refletiu como a pandemia trouxe uma oportunidade única de desacelerar em meio a um mundo que nos pedia pressa frente ao trabalho, ao consumo, a relação com a natureza, para um tempo de pausa. “O consumismo foi, até então, mais importante que a própria vida, que a beleza das coisas. No contraponto, do que será depois fica a esperança de repensarmos esse lugar”, pontuou.

Como encontrar a felicidade nesse contexto? Dentro de nós e a arte nos ajuda nisso, garante Úrsula. Ela trouxe exemplos de músicas que estão sendo importante para ela repensar a docência nesse momento, como “Caçador de mim” de Milton Nascimento e “Paciência” de Lenine: “precisamos buscar um norte do que nos faz sentir, dentro de nós. Precisamos estar afinados, conectados conosco para buscar esses caminhos. Assumir a docência é assumir esse desafio. Paulo Freire dizia que é preciso aprender a ler o mundo e ensinar essa leitura é o papel do professor”.

Úrsula citou ainda outros autores como: Lygia Clark, pintora e escultora, que defendia que o artista tem que ser um propositor, um provocador e que a verdadeira arte nasce do encontro da obra com o público. O filósofo Maurice Merleau-Ponty, que fala da corporiedade. Ailton Krenak e seu livro  “O amanhã não está a venda” e finalizou com Edgar Morin.

“A vontade de vida tem que ser maior que nosso cansaço, para Morin, se você viver poeticamente, você encontra momentos felizes. A vida é a maior das poesias e é nessa que encontrarmos a felicidade real e não a felicidade idealizada.  Precisamos tentar não sofrer e viver mais poeticamente. A vida real tem muita poesia, podemos transbordar isso pro cotidiano. E na sala de aula, pode-se viver um outro aspecto de ensino, a arte tem esse poder, de despertar um outro olhar sobre as trocas possíveis”, concluiu.

Apresentação cultural e debate

Professora Viviane e Bruna retornaram como mediadoras trazendo perguntas dos participantes, respondidas pela Professora Úrsula e pela própria Bruna, no caso das dúvidas sobre a participação na I Mostra Cultural.

Uma discussão sobre arte não poderia terminar melhor que com a apresentação da Família Glanzmann com Professor José Honório Glanzmann do IF Sudeste MG e seus filhos com um repertório de sucessos nacionais.