Pesquisa
Estudantes da Licenciatura em Matemática apresentam experiências desenvolvidas em escolas de Santos Dumont
Os cursos de graduação do IF Sudeste MG não se restringem ao ensino. As práticas de pesquisa e de extensão estão curricularizadas, ou seja, fazem parte de disciplinas e da formação dos profissionais. Para discutir ações desenvolvidas na Licenciatura em Matemática do Campus Santos Dumont, os estudantes organizaram, de 30 de setembro a 2 de outubro, a I Semana da Curricularização da Pesquisa e da Extensão no Ensino de Matemática (Secpem).
O evento levou ao auditório do IF uma série de apresentações protagonizadas pelos alunos, com reflexões sobre o impacto dessas experiências para os educadores em formação e também para os estudantes de Ensino Fundamental e Ensino Médio das instituições que receberam as práticas. Na I Secpem, as ações demonstradas são relativas à disciplina Tendências em Educação Matemática.
Na abertura do evento, realizada na quarta-feira, o coordenador do curso, professor Bruno Jürgensen, falou sobre a proposta da curricularização na Licenciatura em Matemática. Em seguida, Iuri Faria, Waldyr Mattos e Michel de Oliveira realizaram a primeira apresentação, sobre investigações matemáticas na Escola Estadual Presidente Joao Pinheiro.
Na quinta, Julia Reis, Luciene Rodrigues e Gabriel Deolindo trataram de uma experiência com modelagem matemática realizada na Escola Estadual Governador Bias Fortes. História da Matemática e Etnomatemática estiveram em pauta na apresentação de Elisa Alves, Guilherme Ribeiro e Willian Dias, que também foram à EEPJP. A conclusão do evento, na sexta, teve conteúdo sobre tecnologias digitais na Educação Matemática, com Larissa Ferreira e Miguel Ambrozio, e resolução de problemas, com Maria Eduarda Novaes.
Maior engajamento dos alunos
Os educadores em formação elaboram diversas abordagens para ampliar o engajamento das turmas. Nos trabalhos apresentados na sexta-feira, por exemplo, Larissa, Miguel e Maria Eduarda relataram a utilização do futebol e da Copa do Mundo em atividades propostas a estudantes da Escola Estadual Cornélia Ferreira Ladeira.
"A Matemática é cercada por uma névoa de que é algo muito difícil. Então, (relacionar a atividade a um tema do interesse dos alunos) é uma forma de sair do padrão. O estudante acaba aprendendo sem perceber que aquilo é Matemática", comenta Larissa, que também recorreu à tecnologia, com o software GeoGebra, para mediar a tarefa que propôs a uma turma de 1º ano do Ensino Médio.
"É muito valioso que, desde muito cedo, os estudantes (da Licenciatura) estejam em contato com a realidade escolar, planejando atividades e pesquisando modos diferentes de atuar em sala de aula", comenta o professor Bruno Jürgensen. "Ao conversar com outros professores e supervisores que auxiliam na aplicação da atividade, eles têm um crescimento profissional para além do âmbito teórico aqui no IF."




