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Feira de Ciências 2022 movimenta Campus Santos Dumont com trabalhos desenvolvidos por estudantes

Programação diversa trouxe mais de 50 trabalhos à unidade do IF Sudeste MG na última sexta-feira, além de uma série de atividades culturais no sábado
#pratodosverem: Imagem mostra parte dos projetos apresentados durante a Feira de Ciências 2022, no Bloco 1 do Campus Santos Dumont do IF Sudeste MG.

#pratodosverem: Imagem mostra parte dos projetos apresentados durante a Feira de Ciências 2022, no Bloco 1 do Campus Santos Dumont do IF Sudeste MG.

Estávamos com saudades. A Feira de Ciências voltou ao Campus Santos Dumont do IF Sudeste MG após três anos (não houve edições em 2020 e 2021 por conta da pandemia), e a qualidade dos mais de 50 trabalhos inscritos confirmou que o evento é uma ocasião verdadeiramente especial em nosso calendário acadêmico, por associar criatividade, aplicação de conhecimento e a capacidade de explicar ao público os projetos desenvolvidos. Os grupos foram formados por estudantes de cursos técnicos, que apresentaram seus cartazes e/ou maquetes/experimentos na última sexta-feira, 16 de dezembro.

No sábado (17), com o encerramento da Feira de Ciências 2022, também houve uma série de atividades culturais. A manhã começou com a final do Soletrando, a tradicional brincadeira que estimula o aprendizado na área de ortografia. Também houve exibição do Coral do IF, que cantou sob a regência da colaboradora externa do projeto Musicando, Amanda Miranda. Outro projeto que trouxe música ao Campus Santos Dumont foi o de Danças Urbanas, coordenado pelo professor Luciano Gonçalves. 

Veja fotos de projetos e atividades no perfil do Campus Santos Dumont no Instagram.

A última atividade da manhã de sábado foi a premiação de trabalhos, ainda que todos tenham sido verdadeiros vencedores, pelo nível das propostas e da execução. A soma das notas atribuídas aos projetos pelos avaliadores nos trouxe uma situação curiosa: quatro grupos empatados na primeira posição, um segundo e um terceiro colocado. Assim, os próprios estudantes - um representante de cada equipe premiada - explicam um pouco do que foi cada trabalho:

1º) Acessibilidade auditiva (parte 1), orientado pela professora Aline Loli. Grupo: Camila de Sá, Antônio Werneck, Gabriel Santos, Victor Hugo de Castro e Lucius Kingma.

"O trabalho surgiu de uma ideia da professora Aline Loli Aí a gente quis logo abraçar a ideia, porque não tem como não pensar nisso. Fechamos uma 'parceria' com alunos da Eletrotécnica para desenvolver a parte prática do projeto, que era indicar a troca de horário de aula (quando 'bate o sino' no Campus Santos Dumont) de uma forma visual, com uma lâmpada acendendo. A gente explicou na apresentação, que teve interpretação em Libras, a importância da acessibilidade. Queremos tentar viabilizar a instalação do equipamento na sala de aula, para uma aluna que precisa desse recurso e depois, se possível, em todas as salas do Campus Santos Dumont", Camila de Sá, do 3º ano de Guia de Turismo.

1º) Acessibilidade auditiva (parte 2), orientado pela professora Aline Loli (com apoio dos professores da área de Eletrotécnica)Grupo: Silas Pereira, Thiago Campos, Pedro Augusto Silva, Pedro Rafael Silva, Rafael Petronilho e João Vinícius Berg.

"O grupo precisava dessa ajuda, da área de Eletrotécnica. Pedimos apoio aos professores também. Na prática, não é muito complexo. A gente utilizou o Arduino (plataforma de prototipagem eletrônica), o relé (componente eletromecânico) e o RTC (real-time clock ou “relógio de tempo real”). E aí teve a parte da programação, para sincronizar os horários dos sinais com o da luz. Essa foi a parte mais complexa. Agradecemos a todos os professores da área técnica que nos ajudaram e à professora Aline, que trouxe a ideia", Pedro Augusto Silva, do 2º ano de Eletrotécnica.

1º) Medicina legal forense, orientado pela professora Iara Novelli. Grupo: Marcele Bittencourt, Emmily Andrade, Lavínia Machado, Ellene Silva e Maria Laysa Menezes.

"Uma das integrantes do grupo gosta muito da área policial, judicial, e eu gosto muito da área de Medicina. Então comentamos com as outras integrantes do grupo, e elas também abraçaram a ideia. Achamos na Medicina Forense e na Perícia Criminal temas de que nós gostamos. Fizemos uma pesquisa, juntamos aos nossos conhecimentos e pedimos a ajuda da orientadora (professora Iara Novelli) e de outros professores. Achamos outros experimentos que fossem acessíveis a nós e que chamassem atenção. Como o trabalho envolve Perícia Criminal, pensamos em montar uma cena de um crime ficcional, trazendo pistas para que o pessoal que estava assistindo à apresentação tentasse acertar qual dos suspeitos havia cometido o crime", Marcele Bittencourt, do 1º ano de Guia de Turismo.

1º) Tipagem sanguínea, orientado pela professora Iara Novelli. Grupo: Ana Cristina Ribeiro, Antonio Augusto Loli de Carvalho, Israele Oliveira, Letícia Coutinho, Alice Santos e Juliana Berg.

"De última hora (por conta de um imprevisto), precisamos correr atrás de outro laboratório para conseguir o material necessário. Contamos também com a presença de uma ambulância (como um procedimento de segurança), cedida pela Secretaria Municipal de Saúde, e de profissionais de Enfermagem. Na hora a equipe tirava uma amostra de sangue, uma gotinha, e colocava junto com os reagentes para verificar o tipo sanguíneo e o fator RH. O resultado da tipagem sanguínea saía em poucos segundos", Antonio Augusto Loli de Carvalho, do 3º ano de Guia de Turismo.

2º) Sistema solar, orientado pela professora Patrícia Morais. Grupo: Maria Luiza Magri, Mirela Leandro, Brenda Freitas, Júlia Marques e Renan Silva.

"Nós temos bastante afinidade com esse tema. Então começamos a procurar algumas ideias, mas queríamos uma proposta mais imersiva para quem assistisse à apresentação, num ambiente maior, para que as pessoas se sentissem dentro daquele cenário. Pesquisamos sobre como poderíamos criar esse espaço escuro e fazer os materiais brilharem e, a partir disso, dividimos as tarefas e a  apresentação", Júlia Marques, do 1º ano de Guia de Turismo.

3º) Automação residencial, orientado pelo professor Luciano Gonçalves. Grupo: Layla de Paula, Wesley Oliveira, Ester Andrade, Gabriela Silva e Izabella Marques.

"O trabalho foi dividido entre a programação do código e a maquete da casa. Os materiais para a maquete foram disponibilizados pela professora Aline (Loli). Já o professor Luciano (Gonçalves) nos ajudou na parte mais prática, com o circuito e o código, para programar com o Arduino. A gente foi adequando conforme as dimensões da casa, para que fosse tudo automático: as luzes, o alarme. Para ficar bem parecido com o que seria na vida real", Wesley Oliveira, do 3º ano de Eletrotécnica.

O Campus Santos Dumont agradece a todas as instituições, organizações e profissionais que, direta ou indiretamente, apoiaram a realização da Feira de Ciências 2022. E, claro, parabeniza todos os estudantes e servidores envolvidos.