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Turmas de Eletrotécnica e Engenharia Ferroviária e Metroviária visitam Central Nuclear de Angra dos Reis

Estudantes conheceram o processo de geração de energia adotado pelas únicas usinas nucleares em operação no Brasil
#pratodosverem: Imagem mostra estudantes e servidores do IF Sudeste MG na usina Angra 2

#pratodosverem: Imagem mostra estudantes e servidores do IF Sudeste MG na usina Angra 2

A Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis (RJ), é um lugar singular no Brasil. O complexo da Eletronuclear, empresa de economia mista subsidiária da ENBPar, é responsável pela produção de aproximadamente 3% de toda a eletricidade consumida no país. Lá funcionam Angra 1 e Angra 2, as únicas usinas nucleares brasileiras em operação (Angra 3 está em fase de construção). Por sua especificidade e pelos processos adotados, a Central Nuclear de Angra dos Reis foi o local escolhido pelo Campus Santos Dumont do IF Sudeste MG para realizar uma viagem com estudantes do curso técnico em Eletrotécnica e da graduação em Engenharia Ferroviária e Metroviária na última terça-feira, 12 de maio.

"A visita foi muito boa. Esse tipo de energia desperta bastante curiosidade do público em geral, por ser uma fonte muito específica", explica o professor Gustavo Rosseti. "No começo, fomos ao auditório do Observatório Nuclear para acompanhar uma apresentação sobre o funcionamento da usina - desde a matéria-prima, que é o urânio, até todo o processo para ele virar pastilha e depois utilizá-lo nos circuitos para gerar energia elétrica. Também conhecemos os procedimentos rigorosos de segurança, as maquetes e o painel interativo".

"Foi muito acima do que poderíamos imaginar", relata o aluno Luiz Carlos Dias, do 2º período de Eletrotécnica. "A recepção foi muito simpática. Os engenheiros adotaram uma linguagem técnica, mas que todo mundo entendia. O tema 'energia nuclear' tem prejulgamentos por causa de episódios históricos, mas geralmente não temos noção do quanto esse universo pode gerar benefícios. Fiquei encantado com o espaço. Fiz muitas perguntas durante a visita porque era uma grande oportunidade de saber mais. Será um legado para carregar por toda a vida." Luiz ainda elogiou a organização da viagem pela equipe do IF, a quem agradeceu pela oportunidade de ter vivenciado a experiência.

Aluna da Engenharia Ferroviária e Metroviária, Juliana Amaral também considerou a atividade muito valiosa. "Achei que a visita foi de suma importância para os cursos. A gente tem uma visão superficial de uma usina nuclear, mas, quando vê de perto todo o sistema, conclui que é algo muito mais complexo", comenta Juliana. "As partes que mais me chamaram atenção foram a explicação sobre o processo de transformação do urânio (de minério em combustível nuclear - o isótopo urânio-235), para que ele seja essa fonte de energia para abastecer a região Sudeste, e também os procedimentos de segurança, com simulações de ocorrências. A segurança é extremamente rigorosa."

A oportunidade de presenciar parte desse processo e os protocolos de segurança foi na usina Angra 2. "Vimos de perto reator, turbinas a vapor, os geradores e a sala de controle e operação. Após uma pausa, também visitamos um simulador em que os funcionários passam por uma série de treinamentos", completa o professor Gustavo.