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Inclusão e tecnologia: conheça o trabalho mais bem avaliado da VIII Feira de Ciências do Campus Santos Dumont

Orientados pelo professor André Diniz, cinco alunos do curso técnico em Eletrotécnica confeccionaram um sonar ultrassônico que identifica objetos próximos para pessoas com deficiência visual
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#pratodosverem: Imagem mostra integrantes do grupo que desenvolveu o sonar ultrassônico e o orientador André Diniz

A VIII Feira de Ciências e Mostra Científica levou ao Bloco 1 do Campus Santos Dumont do IF Sudeste MG, na quinta-feira (24 de setembro), 48 trabalhos. Além dos 45 grupos inscritos, houve as exposições convidadas do Laboratório IFMaker, do Museu de Cabangu e da Licenciatura em Matemática, com as experiências do Pibid. O evento reservou para a manhã de sexta (25) a solenidade de premiação, com apresentações culturais e o anúncio dos cinco primeiros colocados (veja a classificação no fim desta reportagem).

Confira fotos das apresentações dos projetos

Veja imagens de todos os grupos

Sonar ultrassônico

O trabalho mais bem avaliado da VIII Feira de Ciências do Campus Santos Dumont uniu tecnologia e inclusão. Cinco estudantes do 3º ano do curso técnico em Eletrotécnica do IF Sudeste MG (Wladyson Mattos, Nikolas da S. Nicolau, Ravy Nicolau da Silva, Daniel Borges e Pedro Henrique Pimentel) desenvolveram, orientados pelo professor André Diniz, o sonar ultrassônico, um dispositivo que usa ondas sonoras de alta frequência para detectar objetos próximos.

#pratodosverem: Imagem mostra integrantes do grupo que desenvolveu o sonar ultrassônicoNo projeto, ele foi utilizado em uma bengala para pessoas com deficiência visual, associando conceitos e práticas da formação dos alunos a uma demanda concreta da sociedade. A proposta foi originalmente compartilhada com os estudantes pelo professor José Henrique Chaves, quando ele ainda era docente do Campus Santos Dumont, no primeiro semestre. "Ele deu a ideia de a gente usar isso para a inclusão: implementar o sonar em uma bengala para ajudar pessoas cegas a se locomover e evitar obstáculos", comenta Ravy, um dos integrantes do grupo. Para Daniel, o trabalho trouxe a oportunidade de "aprender muito e ainda pensar sobre a inclusão".

A conquista também representou a chance de concluir em grande estilo a participação do grupo na Feira de Ciências do IF, já que as apresentações nas duas edições anteriores não haviam atendido as expectativas dos próprios estudantes. "Era um projeto a que a gente realmente estava se dedicando, porque, nos dois primeiros anos, nossos trabalhos não deram certo", lembra Wladyson.

"Realmente, (esse resultado) é algo que me enche de orgulho e de felicidade, por ter amigos que fizeram parte de toda essa caminhada até o primeiro lugar. Também agradecemos ao professor André Diniz, que nos ajudou muito, e ao professor José Henrique, que deu a ideia da inclusão", acrescenta Nikolas. Pedro Henrique estende os agradecimentos ao público que conheceu o projeto na Feira e contribuiu com suas impressões: "as pessoas só elogiaram o projeto e deram ideias para aprimorar projetos futuros. Então, eu só tenho a agradecer."

Desenvolvimento do trabalho

#pratodosverem: Imagem mostra apresentação do projeto durante o eventoO professor orientador André Diniz explica que a onda sonora emitida pelo sensor (sonar), ao encontrar um objeto, retorna e permite o cálculo da distância para o obstáculo. A partir disso, o grupo programou o acionamento do vibracall, um micromotor elétrico, e do buzzer, uma buzina eletrônica. Eles indicam a proximidade do objeto com uma vibração (semelhante à do celular) e com um aviso sonoro, respectivamente.

"O sensor foi acoplado à bengala para pessoas com deficiência visual. Ele continuamente envia ondas sonoras, calculando a distância. Quando ela diminui a menos de 20 centímetros, ele aciona o vibracall. Se for uma distância menor, de dez centímetros, aciona também o buzzer. É um sistema simples, mas que ficou muito bem fechado e adaptado", detalha o professor.

Grupos premiados

  • 1º lugar: Sonar ultrassônico. Grupo composto por Wladyson Mattos, Nikolas da S. Nicolau, Ravy Nicolau da Silva, Daniel Borges e Pedro Henrique Pimentel. Orientador: André Diniz.
  • 2º lugar: Protótipo de mão robótica para auxílio de pessoas amputadas: tecnologia, inclusão social e direito à acessibilidade. Grupo composto por Maria Elisa Marques, Sophia Ribeiro, Daniel Elery, Gabriel Vieira, Emanuel Vieira e Cauã Matheus Ferreira dos Reis. Orientador: Denis Ribeiro.
  • 3º lugar: Boné guardião. Grupo composto por Aylla Tesch da Silva, Emilia Ferreira, Edvania da Silva, Eveline Alves, Júlya de Oliveira e Sara Ferreira. Orientador: Wesley Maciel.
  • 4º lugar: Empyriano: entre a fantasia, a Biologia e a Neurociência. Grupo composto por Ana Júlia Vitorino, Ana Beatriz Rodrigues, Júlia Cabral e Raissa Euzébio. Orientadora: Daniele Rodrigues.
  • 5º lugar: O legado de Dumont. Grupo composto por Ediane Torricelli, João Gabriel Duarte, Leticia Ferreira, Maria Cláudia Celestino, Maria Júlia Marques e Tháyla Weitzel. Orientador: Denis Ribeiro.

Veja aqui o resultado final completo

Confira registros da solenidade de premiação da VIII Feira de Ciências e Mostra Científica