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Importância das abelhas na agroeconomia é tema de abertura do Simpósio

Flávia Ferreira Coelho mostrou como a polinização auxilia na produção agrícola e as consequências do uso de agrotóxicos que estão disseminando as abelhas.
por Comunicação Rio Pomba publicado: 22/10/2019 17h00, última modificação: 22/10/2019 17h01
#Pratodosverem: a palestrante está com microfone na mão. Ao fundo, há bandeiras. À esquerda,  um púlpito e as folhas do enfeite do palco do evento.

#Pratodosverem: a palestrante está com microfone na mão. Ao fundo, há bandeiras. À esquerda, um púlpito e as folhas do enfeite do palco do evento.

Com o tema “Bioeconomia: diversidade e riqueza para o desenvolvimento sustentável”, o Campus Rio Pomba realizou, entre os dias 15 e 17 de outubro, o Simpósio de Ciência, Inovação e Tecnologia. O evento faz parte das comemorações do Mês Nacional da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, instituído pelo Governo Federal. Para ilustrar como o meio ambiente oferece soluções para a economia, a professora do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa e ex-docente do Campus, Flávia Ferreira Coelho fez a palestra de abertura sobre a importância das abelhas na polinização natural de produtos utilizados na dieta do brasileiro, como feijão, tomate e maracujá.

De acordo com dados apresentados pela professora, os produtores mundiais economizam cerca de 45 bilhões de dólares anualmente com o “trabalho” feito pelas abelhas. “A polinização é o que chamamos de serviço ecossistêmico, algo que a natureza faz e da qual usufruímos de alguma forma”. Assim, grande parte das produções agrícolas são beneficiadas por esta atuação natural das abelhas, não tendo que investir diretamente na disseminação e plantio de sementes.

No entanto, por conta do uso exacerbado de agrotóxicos, a população de abelhas vem caindo no mundo. “Em 2006, algumas colônias nos Estados Unidos e Europa começaram a ter um alto índice de mortes das abelhas-operárias. Pouco tempo depois, isto também foi constatado no Brasil. Mas, infelizmente, isto é pouco documentado aqui. Mesmo assim, pelos estudos realizados, creditou-se isto aos agrotóxicos”.

Para Flávia, é preciso que o país desenvolva pesquisas sobre suscetibilidade das abelhas nativas, que os experimentos reflitam a realidade da vida no campo e, principalmente, que sejam desenvolvidas políticas públicas voltadas à manutenção das matas onde esses animais vivem e se reproduzem.