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15 anos do IF Sudeste MG: evento celebra a data
O ano de 2023 com certeza será um marco na história do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais. No mesmo ano em que comemoramos a nota 5 atribuída pelo MEC ao IF Sudeste MG, nota esta que representa o pleno atendimento da instituição às exigências legais de funcionamento e indicadores de qualidade da educação superior, comemoramos também os 15 anos de existência do instituto. E para celebrar o aniversário, que é no próximo dia 29, a Reitoria do IF Sudeste MG sediou ontem, 14 de dezembro, um evento comemorativo. Pró-reitores, diretores gerais e o reitor, André Diniz, estiveram presentes. Além deles, o vereador Juraci Scheffer compareceu representando a Câmara Municipal de Juiz de Fora e subiu ao púlpito para uma moção de aplausos. Em sua fala, o vereador destacou a grandiosidade do instituto não só em Juiz de Fora, como em toda a zona da mata mineira: “O IF Sudeste MG traz desenvolvimento para a região. Por meio da formação qualificada que oferece, garante aos jovens egressos maiores oportunidades no mercado de trabalho”, celebrou Scheffer.
"Nós precisamos assumir politicamente esse grande diferencial que são os Institutos Federais, potencializando os saberes técnicos e humanos no processo educacional e preparando os estudantes para o trabalho complexo e para a liderança social, inclusão e emancipação", afirma o reitor, André Diniz.
O reitor, professor André Diniz, atribuiu a sobrevivência do instituto a grandes desafios, como a pandemia e recentes momentos políticos adversos, à sua força política. E, segundo ele, tal força deve-se à interiorização do instituto ao longo desses 15 anos de vida. O reitor prestou homenagens aos servidores e estudantes que compõem o IF, em especial a João Gabriel Soares Sousa, estudante do Campus São João del-Rei que faleceu recentemente em um acidente ocorrido no percurso entre Resende Costa e o Campus.
"Se não fosse o trabalho árduo dos nossos servidores e o estudo, também árduo, dos nossos estudantes, nós não teríamos essa excelência que temos no Sudeste de Minas e na Rede Federal como um todo. Nós precisamos assumir politicamente esse grande diferencial que são os Institutos Federais, potencializando os saberes técnicos e humanos no processo educacional e preparando os estudantes para o trabalho complexo e para a liderança social, inclusão e emancipação. Os projetos dos institutos federais auxiliam nas travessias por meio de um elemento essencial de sua lei de criação: a integração da educação básica à educação profissional e à educação superior”, reflete o reitor.

Disseminando oportunidades
"Para os próximos anos, a expectativa é de que microrregiões do país que ainda não são atendidas pelos Institutos Federais possam receber novas unidades e que aquelas já existentes possam melhorar ainda mais suas estruturas, ampliando o seu atendimento e possibilitando que mais pessoas possam usufruir de uma educação pública, gratuita e de qualidade", comenta Wilker de Alemida.
Eduardo Pereira da Rocha, diretor geral do Campus Avançado Ubá, comentou sobre a importância do Instituto Federal na vida das comunidades do interior: "Ao longos desses 15 anos conseguimos avançar para regiões onde não havia ensino público, federal e de qualidade. Hoje somos mais de 600 instituições levando ensino técnico de qualidade, ensino técnico integrado, que é o grande motor dessa rede, proporcionando a formação dos nossos jovens e também a qualificação profissional de pessoas que estavam fora do mercado, principalmente dentro do Proeja, que é uma ação importantíssima que qualifica pessoas que não tiveram acesso à educação no seu tempo adequado. A Rede tem muito a crescer, e tal crescimento virá com novos investimentos e trará uma inserção ainda maior dessa população que precisa de qualificação, para que a gente consiga atingir mais comunidades e de forma mais efetiva. Para Ubá, temos a perspectiva do avanço do integrado, do início das turmas de ensino médio. Temos, portanto, uma perspectiva de crescimento, de atingir cada vez mais novos horizontes dentro do Instituto Federal", planeja Eduardo.
O Pró-reitor de Ensino do instituto, Wilker Rodrigues de Almeida, corrobora a fala do diretor do Campus Avançado Ubá e enfatiza a importância da Rede Federal como disseminadora de oportunidades: "Os Institutos Federais tiveram um papel fundamental nos últimos 15 anos. A interiorização, um dos seus principais objetivos, possibilitou que pessoas que antes tinham que se deslocar para os grandes centros para estudar, pudessem ter a oportunidade em sua própria cidade ou em cidades vizinhas. Isso fez com que o número de formandos em cursos técnicos, de graduação e de pós-graduação aumentasse significativamente nos últimos anos. Para os próximos anos, a expectativa é de que microrregiões do país que ainda não são atendidas pelos Institutos Federais possam receber novas unidades e que aquelas já existentes possam melhorar ainda mais suas estruturas, ampliando o seu atendimento e possibilitando que mais pessoas possam usufruir de uma educação pública, gratuita e de qualidade", comenta Wilker.
Cada vez mais fortes
"Eu vejo hoje o Instituto mais forte, o IF Sudeste MG mais forte, o Instituto Federal como um todo está mais forte, a Rede Federal está mais forte. Para a sociedade, vejo que hoje temos muito mais a contribuir, mas também temos muito mais a ganhar, agora é a hora de todo mundo ganhar por meio da educação de qualidade que nós proporcionamos. Acho que podemos mais no futuro. É só o início de uma longa história baseada em uma educação de fato de qualidade”, comemora Alcimara de Paula, diretora geral do Campus Barbacena.
Nós nascemos em 2008, mas já atendemos mais de 14 mil alunos, por meio de 10 campi e 33 polos de educação a distância. E tudo isso, como parte de uma família ainda maior: a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica.
Atualmente, oferecemos educação profissional gratuita aos mais diversos públicos, o que faz do IF Sudeste MG uma instituição plural e única. Ampliando o acesso ao conhecimento e atuando em ampla interação com as comunidades locais beneficiadas por projetos de pesquisa e extensão, também atuamos por meio de parcerias institucionais e transferência de tecnologia e inovação, que promovem o crescimento de empreendimentos e a materialização de ideias para o crescimento sustentável regional.
O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais foi criado em dezembro de 2008, com a promulgação da Lei nº 11.892, que cria os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. Ele integrou, em uma única instituição, a antiga Escola Agrotécnica Federal de Barbacena, o então Colégio Técnico Universitário (CTU - que, à época, pertencia à Universidade Federal de Juiz de Fora) e o antigo Centro Federal de Educação Tecnológica de Rio Pomba (Cefet-RP), que se tornaram os campi Barbacena, Juiz de Fora e Rio Pomba.
Com a expansão, criaram-se os campi Muriaé, Santos Dumont e São João del-Rei, mais tarde seguidos pelo Campus Avançado Bom Sucesso e pelo Campus Manhuaçu. Mais recentemente, foram criadas as unidades de Cataguases e Ubá, que receberam autorização de funcionamento pelo Ministério da Educação em 2015.
Alcimara Auxiliadora Andrade de Paula, diretora geral do Campus Barbacena, lembrou o momento de criação dos Institutos Federais e a constatação de que juntos somos mesmo mais fortes e que podemos muito mais: “Eu vejo nossa trajetória como uma mudança significativa nas vidas de muitas pessoas. Quando houve a integração, lá em 2008, não tínhamos a dimensão do que estava acontecendo, parecia apenas uma mudança de nome. Mas só agora temos a percepção do que de fato aconteceu conosco. Eu vejo hoje o Instituto mais forte, o IF Sudeste MG mais forte, o Instituto Federal como um todo está mais forte, a Rede Federal está mais forte. Para a sociedade, vejo que hoje temos muito mais a contribuir, mas também temos muito mais a ganhar, agora é a hora de todo mundo ganhar por meio da educação de qualidade que nós proporcionamos. Acho que podemos mais no futuro. É só o início de uma longa história baseada em uma educação de fato de qualidade”.
Que venham mais 15, 30, 50 anos, de um Rede cada vez mais forte na sua missão de transformar vidas através de uma educação pública, gratuita, de qualidade e inclusiva. Vida ao longa ao IF Sudeste MG, vida longa à Rede Federal!
Confira o evento em: https://www.youtube.com/watch?v=99GEPkGaN8A
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Na última segunda-feira (30), o IF Sudeste MG recebeu, na Reitoria da instituição, a coordenadora-geral de Desenvolvimento de Pessoas da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, Silvilene Souza da Silva. A visita deu-se por iniciativa do reitor André Diniz e teve como tema o histórico de classificação e tipologia das unidades da Rede, além das Portarias MEC nº 246, de 15 de abril de 2016, e nº 713, de 8 de setembro de 2021, que tratam de modelos de dimensionamento de cargos efetivos, cargos de direção e funções gratificadas e comissionadas. Também foram abordados conceitos gerais sobre o banco de vagas existente, como se relaciona com os códigos de vagas docentes; e, finalmente, estratégias e perspectivas atuais de governo rumo a um provável redimensionamento.
O objetivo do evento foi proporcionar aos participantes uma compreensão das perspectivas do atual governo, conhecendo o que o MEC oferece à instituição e quais seriam as possibilidades para o IF Sudeste MG: “caminhar junto”, nas palavras do reitor. Assim, Silvilene conceituou e contextualizou o dimensionamento de cargos e explicou, historicamente, como ele foi afetado por leis, portarias, decretos e revogações. No decorrer da história, problemas se fizeram presentes, como extinções de cargos e outros, fazendo com que muitas unidades da Rede Federal não correspondessem ao dimensionamento proposto na legislação. Neste contexto, a coordenadora sinalizou mudanças e perspectivas para se contornar os entraves, ou seja, redimensionar.
Uma das ações necessárias seria a realização de concurso público. Por já estar trabalhando nisso, o IF Sudeste MG também levou o assunto à pauta, em momento anterior à participação da convidada externa. Além do reitor, estiveram presentes diretores-gerais dos campi do IF Sudeste MG, lideranças em Gestão de Pessoas nas unidades e servidores da Diretoria de Gestão de Pessoas. Após a explanação de Silvilene, os presentes tiveram a oportunidade de sanar dúvidas pontuais, abordando o caso particular das unidades agrícolas, por exemplo. Além disso, receberam orientações quanto ao que deve ser feito em relação à disparidade de números (campi com mais ou com menos servidores do que o previsto) e sobre documentos a serem enviados, bem como outros procedimentos burocráticos necessários ao redimensionamento de cargos e funções.




